
Esse é daqueles fimes que fazem você refletir, pode até mesmo não gostar dele à primeira vista, mais que depois de pensar um pouco, vê então que se trata de mais uma obra prima dos irmãos Coen. Assim como fizeram com "Ajuste final" e "Fargo", esse é mais um filme policial de humor negro, ou, pra falar a verdade, filme sem definição de generô, sem trilha sonora e com sangue espirrando pra todo o lado. Sangue aliás, que é com que faz com que o titulo do filme seja levado a risca.
Tommy Lee Jones faz o xerifão de uma cidade texana que se vê na cena de um massacre no meio do deserto, e coloca sua carreira numa sinuca de bico, faz ele refletir que "Os tempos não são mais para homens velhos como ele". Outra atuação excelente é de Josh Brolin, que se puxar bem lá da memória vai lembrar dele como o irmão mais velho do filme "Os Goonies", e que pôde ser visto recentemente no também excelente e injustiçado "Planeta Terror" de Robert Rodrigues, em "Onde os fracos não tem vez" ele faz um papel de um homem comum e pacato, que tem sua vida mudada ao encontrar a tal cena do crime que citei, e nela uma maleta com dois milhões de dólares, até ai tudo bem, sua vida não seria mais a mesma e ninguém daria falta do dinheiro se a sua consciência não o fizesse retornar a cena do crime e desencadear a partir daí uma reação em cadeia que levara ao seu encalço um matador profissional. E esse é o cara, se você já viu algum matador no cinema mais frio, calculista e enigmático como esse, nunca mais assisto outro filme na vida. Javier Bardem, é a maldade em pessoa, só de ouvir "Chigurh", o nome de seu personagem me dá frio na espinha.
Filme que nunca vai agradar a todos, mais que mostra pra nós o sinal dos tempos...



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